sexta-feira, 11 de junho de 2010

ERAM MENINOS E DIFICILMENTE SE TORNARIAM HOMENS


Hoje pela manhã, estava no ônibus a caminho do trabalho carregando um saco com bolo e um pacote de biscoito, pois toda sexta feira os colegas se reunem e fazem um café da manhã coletivo onde cada um de nós leva alguma coisa... durante o trajeto, entra no coletivo (pela porta de saída dos passageiros) dois meninos de rua, eles brincavam e ao mesmo tempo falavam gírias, eram um misto de crianças e adultos... fiquei com pena, porém, ao chegar no meu destino, levantei pra descer do ônibus, um deles viu o que continha na sacola que eu carregava e puxou o saco da minha mão dizendo que estava com fome, quase me obrigando a lhe dar o alimento que ali continha... fiquei muito bolada e dei um tabefe no muleque, a pena que eu sentia antes virou raiva... garoto abusado... mas depois que passou pensei: Coitado, mais uma vítima do sistema... ele não tem culpa por estar vivendo assim. Agora, por coinscidência, ou não, ao abrir meu e-mail me deparei com um texto enviado por uma pessoa que não conheço, mas que achei sensacional... e resolvi postar aqui, pois fala exatamente sobre esses meninos que vivem a beira da marginalidade... parabéns a autora por relatar brilhantemente sobre esse tema!
Segue o texto:


" Eram todos pretos. A miséria que os rodeava tinha cor indefinida. Ou miséria tem cor? Eram todos pretos e estavam estranhamente rígidos feito transeuntes de efêmera passagem pela vida.

A morte os fazia mais pretos e de tão pretos, indigentes invisíveis. A invisibilidade demarcando espaço com a indiferença alheia. Foram mortos enquanto dormiam. Nenhum de bala perdida. A bala do racismo é certeira.
Eram todos pretos e dormiam no limbo de uma existência sem muita significação. Nem para eles. Nem para os outros. Praticavam pequenos roubos na vizinhança comercial e a noite dormiam em colchão de papelão disputado a tapas. Às vezes encontravam um saco de cimento...
O pequeno ainda usava uma chupeta pendurada no pescoço e a alma recheada do oco da cola de sapateiro.

Quantos anos? Talvez cinco. Mirrado. Sete? Quem sabe? Alguém quer saber?
A piedade cristã embrulha os corpos com jornais. Notícias fresquinhas de mortes iminentes. Sem mãe. Nem pai. Todos pretos. Todos meninos. Todos solidão. Todos passado.

Eram meninos diferentes de todos os outros que moram em nossas casas. Eram meninos com a selvageria das ruas. Vence quem mais esperto for. Eram meninos que não conheciam as letras, nem com elas formavam sonhos.

Eram meninos com a ferocidade que só o abandono provoca e demora uma vida para reabilitar. Eram meninos e dificilmente se tornariam homens.
Uma vez os vi disputando os restos de sanduíche dos lixos. Sanduíches e restos de papel higiênico.

Quantas vezes tomavam banho? Quem os aconselhava a escovar dentes. E antes de embrulhar-se com o saco de cimento qual oração pronunciavam?
Acreditavam em Deus? Tinham medo de escuro?

Eram todos meninos. Todos pretos. Todos pobres. Meninos pretos que morreram como homens.

Assassinados".

(Arísia Barros)

http://www.cadaminuto.com.br/blog/blog-raizes-da-africa

terça-feira, 8 de junho de 2010

EXIGÊNCIAS E SOLIDÃO


Por Sérgio Savian*

Uma recente pesquisa do IBGE aponta que uma entre quatro mulheres que se casam no Brasil são mais velhas que seus companheiros. Esta mesma pesquisa também aponta um crescimento no número de mulheres que ganham mais que seus maridos. Esta é uma tendência crescente que nos revela algo bem importante. Será esta uma saída para o impasse que tem se acentuado nas últimas décadas?

As mulheres foram conquistando cada vez mais espaço na sociedade. Hoje, mais de 50% dos estudantes universitários são do sexo feminino, o mercado de trabalho reconhece cada vez mais a capacidade e eficiência das mulheres. Elas assumem presidências de empresas, de países, são as melhores gerentes, diretoras, ganham muito bem. Como se não bastasse tudo isso, elas procuram equilibrar sua vida com cuidados físicos, estética, boa formação, autoconhecimento e até religiosidade.

Porém, quando decidem resolver sua vida afetiva e sexual, não encontram um homem que esteja de acordo com suas expectativas. Algumas já foram casadas e se separaram depois de constatar que seus maridos eram homens muito fracos de personalidade. Outras tiveram até um casamento bem-sucedido, ficaram viúvas e nunca mais encontraram um homem tão bom quanto aos falecidos. Muitas tiveram alguns namorados, mas nenhum que justificasse o “felizes para sempre”. O contingente de mulheres poderosas e solitárias é enorme.

Alguns estudos mostram que, quanto mais idade tem uma mulher, mais dificuldade ela terá em encontrar um homem maduro, com um nível sócio-econômico-cultural igual ou superior ao dela. Já para os homens ocorre o inverso: quando maior a idade e a posição social, aumentam suas opções de encontrar uma parceira. Se imaginarmos uma pirâmide que represente o mercado de opções para relacionamentos, as mulheres que estiverem mais perto do topo, olhando para cima, vêem poucos homens disponíveis. O homem que estiver na mesma posição, olhando para baixo, vê muitas possibilidades.

Mas todo o problema está no ponto de vista de quem olha. As mulheres foram condicionadas a buscarem um homem mais velho que elas, um protetor. Os homens foram condicionados a buscarem mulheres mais novas emais dependentes em vários sentidos. Eis o impasse! Se a mulher madura e poderosa olha para cima ou mesmo para o lado, tentando encontrar um parceiro à sua altura, ela o vê olhando para baixo e não para elas.

Há algumas décadas atrás não existia esta questão. Uma mulher de 40, 50 anos era casada ou já estava destinada a ser solteirona. Muitas delas já eram avós e, por pior que fossem seus casamentos, não cogitavam separar-se. É muito recente o fato de uma mulher madura desejar um amor para sua vida, e por isso mesmo, ainda não sabemos exatamente como lidar com este fato.

O que percebemos é o desencontro. Mulheres reclamando que não existem homens disponíveis para elas, ao menos do jeito que querem. Homens que reclamam das mulheres bonitas, que não lhes dão atenção. Todos solitários, perdendo a oportunidade do carinho, da carícia, do prazer, do abraço, do beijo, deste lado delicioso e importante da vida.

Mas, até quando viveremos assim, exigentes e solitários?

Conheço gente que está se dando bem no amor. São pessoas que entenderam que a resposta não está fora de si. Elas conseguiram sair do pensamento comum e olhar para os relacionamentos com outros olhos. Pararam de exigir tanto, relacionam-se com muito mais flexibilidade e leveza. Entenderam que podem aprender muito na relação e que estar com alguém é uma grande oportunidade de crescimento. Sabem também que ninguém é perfeito.

Não é porque o homem tem barriga que ele não pode ser um companheiro muito legal. Não é porque ela é mais velha que não pode ser uma mulher incrível e gostosa. Por que a mulher tem que ser magrinha e não gordinha? Por que o homem tem que ganhar mais que a mulher? Por que o homem tem que pagar a conta? Por que não namorar um rapaz mais novo? Por que não proporcionar uma bela viagem para ele? Qual é o problema? Por que a mulher não se dá o direito de estar com um gatão bonito? Tudo está em sair dos preconceitos, mudar o ponto de vista. Na pirâmide dos relacionamentos, os homens também podem olhar para cima e as mulheres para baixo, ampliando assim seu leque de opções.

Sergio Savian é terapeuta e escritor, especializado em relacionamentos e mudança de hábitos. Ministra palestras, cursos, trabalha com aconselhamento, terapia individual e para casais. Mais informações no site www.sergiosavian.com.br

O COPO D'ÁGUA



O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d‘água e bebesse.
- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Ruim " disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
- "Beba um pouco dessa água".
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz
.- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?
- "Não" disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende do lugar onde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago...
Confúcio

domingo, 6 de junho de 2010

DEMOROU!!!!





Vixi, Maio passou e eu nem vim aqui... algumas coisas aconteceram, coisas boas graças a Deus e pra variar, tirei proveito de tuuudo, absolutamente!
Duas coisas bem legais dentre tantas foi eu ter voltado ao meu pedestal, trabalhar com música graças ao convite da minha querida Hannah Lima, e a outra... bem, a outra deixa em off, rs!!!
Em homenagem a minha linda amiga Hannah e ao meu momento atual, vou postar o que estou ouvindo nesse instante... DEMOROU!!!!

" Eu tô aqui de bobeira, imaginando possíveis razões
Pra que você não assuma seus sentimentos e suas paixões
Sem essa de geladeira, não é besteira o que eu vou te falar
Quando você se tocar aí já fui, sumi... nessa que eu não vou mais ficar
Foi bom, valeu... fui porque você, porque você DEMOROU!!!!
Não vou ficar me enganando, nem esperando você definir
Se é medo ou qualquer problema, seja o que for você vai sentir
E a vida é curta eu sei disso, sei... MEU COMPROMISSO É SER FELIZ
Se com você não dá mais, aí já fui, sumi... nessa que eu não vou mais ficar
Foi bom, valeu... fui porque você, porque você DEMOROU!!!! "

Beijos ♥

quinta-feira, 29 de abril de 2010

DEVEMOS CUIDAR APENAS DA NOSSA SAÚDE...


Hoje recebi um e-mail com um texto de Luiz Fenando Veríssimo que retrata exatamente a nossa realidade, o ser humano que vive em função do que os outros vão achar... se vão gostar do seu cabelo, da sua roupa, do estilo musical que você curte, isso é tão triste... as pessoas esquecem de si pra se preocupar com os outros, isso se chama falta de personalidade, falta do que fazer... gente... Deus deu uma vida pra cada um, vamos cuidar do que é nosso e esquecer o que tá ali ao lado né. Segue o texto, beijos!!!!!!!


Mirtes não se agüentou e contou para a Lurdes:

- Viram teu marido entrando num motel.

A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos..

Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio.

Depois pediu detalhes.

- Quando? Onde? Com quem?

- Ontem. No Discretíssimu's.

- Com quem? Com quem?

- Isso eu não sei.

- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?

- Não sei, Lu.

- Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.

Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Lurdes anunciou que iria deixá-lo e contou por quê.

- Mas que história é essa, Lurdes?

Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você!

- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir.

Discretíssimu's! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.

- Pois então?

- Pois então, que eu tenho que deixar você. Não vê?

É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.

- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!

- Mas elas não sabem disso!

- Eu não acredito, Lurdes! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção?

- Vou!

Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou.

Estava sombrio:

- Acabo de receber um telefonema - disse..

- Era o Dico.

- O que ele queria?

- Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que contar.

- O quê?

- Você foi vista saindo do motel Discretíssimu's ontem, com um homem.

- Mas o homem era você!

- Eu sei, mas eu não fui identificado.

- Você não disse que era você?

- O que? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?

- E então?

- Desculpe, Lurdes, mas...

- Mas o quê?

- Vou ter que te dar uma surra...

(Luiz Fernando Veríssimo)

MORAL DA HISTÓRIA: DEVEMOS CUIDAR APENAS DA NOSSA SAÚDE,

POIS DA NOSSA VIDA, TODO MUNDO CUIDA...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

DAR NÃO É FAZER AMOR!!!!


Dar é dar....rsr
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete, posso até concordar...Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom....(pode ser)
Melhor do que dar, só dar por dar! (tem gente que prefere, fazer onque?)... Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo... Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto... Dar porque a vida é estressante e dar relaxa! (é só isso?)
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito... Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro... Dar é bom, na hora, Durante um mês, para os mais desavisados, talvez anos... Mas dar é dar demais e ficar vazio....sabia?
Dar é não ganhar... É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro, é não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir, é não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar, é não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia... Dar é não querer dormir encaixadinho, é não ter alguém para ouvir seus dengos... Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito, mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão, esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar... Experimente ser amada, experimente ser cuidada, experimente estar com quem topa tudo por você e tope tudo com ele!!!!!!!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

PÉ DE MEIA



Eu sou tão fissurada por música que trabalho o dia todo com o rádinho ligado, mais precisamente na MPB FM e essa semana ouvi uma música da Sandra de Sá que expressa muito bem o que venho sentido nos últimos dias... existem pessoas que não estão preparadas pra receber atenção, carinho, afeto... confundem tudo e eu, sinceramente não sofro com isso, acho engraçado... essa música da Sandra diz exatamente o que penso, parece que as falas são minhas,rs!
Segue a letra pra que entendam o que estou querendo passar:

Pé de Meia
(Sandra de Sá)

De hoje em diante, juro
Não falo mais nada
Vou ficar na minha
Pode ficar sossegado
Eu vou recolher essa minha loucura
Mal de amor a gente cura
Eu não sei como
Mas uma coisa eu lhe garanto
Não gosto de vencer por insistência
Muito pelo contrário
Pacìência eu tenho
Me contenho até chegar a hora certa
E quando eu me dou
Eu me dou inteira
Eu não sou meia pra ficar no pé de ninguém
Quando eu me dou
Me dou inteira
Eu não sou meia pra ficar no pé de ninguém